Efeito cabeça-nas-nuvens: erros comuns antes de viajar

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Cabeça nas Nuvens erros comuns antes de viajar
Autor: Alexandre Bertolazi Categoria: Conteúdo de Marca, Turismo Tags: Booking.com, Cabeça nas nuvens, dicas, Erros comuns, Pesquisa, viagem, Viajar

Tempo de Leitura: 4 min

Não sei você, mas eu particularmente adoro o friozinho na barriga que toma conta da gente conforme se aproxima a data de uma viagem. É uma misto de sentimentos de pesquisa-antecipação-ansiedade-adrenalina que me agrada. Só que às vezes esta ansiedade gostosa acaba nos sacaneando, e nos leva a cometer erros bestas e completamente evitáveis. É o que costumo chamar de efeito cabeça-nas-nuvens! O booking.com realizou uma pesquisa com 18.000 viajantes de 25 países do mundo todo, que gerou um levantamento muito interessante sobre os erros mais comuns que as pessoas cometem na hora de fazer as malas.

Levar coisas inúteis, esquecer coisas importantes

É inevitável: em algum momento da sua vida você levou algo em uma viagem, e este algo sequer saiu da mala. Na expectativa de antecipar possíveis situações que podem acontecer, a pessoa pode acabar levando metade da casa para viajar e esquecendo do óbvio. E até do indispensável. Aliás, o medo de ter esquecido algo indispensável é bem comum, e assombra 36% dos viajantes em suas 24hrs pré e pós-embarque.

No topo da lista, os campeões em esquecer algo são os papais e mamães que caem na estrada com seus pequenos. E na correria da hora da saída 81% deles esquecem… os brinquedos favoritos das crianças! Isso explica muita coisa sobre bebês chorando em ônibus, trens e aviões.

E mesmo que ainda não tenha fabricado suas próprias minipessoas, você não está livres do efeito cabeça-nas-nuvens. Quem viaja sem filhos costuma esquecer de colocar na mala as anotações com os dados da pessoa que os receberá quando chegar ao destino (78%), ou as informações do local de hospedagem / roteiro da viagem (76%). Muitos saem para viajar e deixam na gaveta os dados do carro alugado (74%), e uma classe especial de pessoas, verdadeiros herois que – assim como eu – já conseguiram a incrível façanha de ir viajar e não sacar dinheiro antes (72%)! Não me sinto mais tão só.

Aproveita este momento, pega o celular e cria um lembrete aí com um checklist destes itens!

Errar na escolha das roupas

Essa é cada vez mais comum. O clima anda muito louco, não importa o que Donald Trump diga. E com um clima muito louco, acertar na escolha das roupas virou mais uma questão de sorte do que de planejamento. Resta confiar na meteorologia, que nem sempre acerta. Este ano, por exemplo, fomos ao Uruguai no meio do outono. A previsão apontava temperaturas entre 7ºC e 16ºC. Friozinho. Embarcamos cheios de casacos… e chegamos em Punta del Este com um solaço e calor de 30ºC! E foi assim que nos juntamos às estatísticas dos 65% que acabam errando na hora de montar a mala.

Porém, acredite ou não, frio e calor são secundários quando o campeão de erros na escolha é…

O famigerado calçado adequado. Viajar é exploração, wanderlust é a vontade de vagar, poxa vida. Aí a gente tá lá todo animado pra embarcar numa nova viagem incrível que vai gerar lembranças que vamos guardar pro resto da vida e… zás! 36% dos viajantes esquecem de por na mala um calçado gostoso de caminhar. Aí fica difícil. Com os pés cheios de bolhas até rola uma superação e tal, mas a qualidade tanto da mobilidade quanto da exploração caem muito.

E a seguir vem as obviedades óbvias ululantes que eu e você vamos continuar errando, até o dia em que milagrosa e eventualmente acertaremos:

  • 26% levam casacos e roupas quentes demais e passam calor
  • 25% – 1 em cada 4 – esquecem de levar boné ou chapeu, e acabam queimando a cabeça e o nariz
  • 24% levam roupas frescas demais e passam frio

Estas três últimas pelo menos são fáceis de resolver, e ainda servem como álibis perfeitos pra comprar uns artigos locais. Há males que vem para bem, afinal.

Não saber absolutamente nada do idioma local

Creio que saber algumas palavras e frases-chave no idioma local é algo primordial. Eu diria até que é o que faz a diferença entre ser bem ou mal atendido, dependendo do lugar. Arriscar algumas palavras no idioma local – nem que seja um universal “muito obrigado” – pega bem, gera empatia, quebra o gelo, arranca sorrisos e demonstra que você respeita e está se esforçando para compreender a cultura e as pessoas daquele lugar. E assim, pela Lei da Reciprocidade, eles também se esforçarão pra te entender de bom grado, não por obrigação. Aliás, aprender um pouquinho da língua local é uma das práticas recomendadas pela ONU e pela Organização Mundial do Turismo na campanha de Turismo Consciente que a Multivibe trouxe para o Brasil.

A pesquisa do Booking perguntou aos entrevistados quais eram as frases que eles julgavam indispensáveis:

  • Qual é a melhor maneira de chegar ao centro? (46%)
  • Qual é a senha do WiFi? (43%)
  • Que horas é o café da manhã? (41%)
  • Onde tem um bom lugar para comer? (40%)
  • Onde é o banheiro? (25%)
  • Tem algum lugar incrível por aqui? (22%)
  • Um café, por favor (21%)
  • Não lembro do número do meu quarto! (11%)
  • Onde fica a farmácia mais próxima? (10%)

Com informações do Diario del Viajero

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